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Corda - Seca
A técnica da Corda – Seca.



A arte de esmaltar peças cerâmicas teve origem no Egito, em 3.000 a.C. A técnica era aplicada em colares de faiança vidradas e estatuetas. No século VI a.C., os babilônios produziam muitos ladrilhos esmaltados que mais tarde foram encontrados entre ruínas de Nínive. O alto grau da perfeição chegou com os persas, que fabricavam objetos de argila cozida e obtinham as cores distintamente misturando os óxidos metálicos.

Já a corda – seca é uma técnica muito antiga de origem oriental, que consiste em delimitar as áreas de um desenho na cerâmica com um material gorduroso para isolar os diversos esmaltes.

Os incas desenvolveram a técnica trabalhando com capim gorduroso seco colado sobre a peça no formato do desenho.Utilizando-se de corantes extraídos da natureza pintavam as áreas internas do desenho e depois queimavam em fornos rústicos a lenha.

A utilização do grafite veio sob influência dos espanhóis que utilizamos até os dias atuais.Os traços do grafite são a base da técnica como corda-seca.Eles funcionam como uma “corda”, que impedem a mistura das cores numa mesma peça.Por ser gorduroso, o grafite não permite a absorção da tinta pela argila.Depois, da queima, o grafite desaparece, ficando o contorno em baixo relevo, na cor da peça crua, como se fosse uma corda, da qual se originou o nome “corda-seca”
Esta técnica é caracterizada por desenhos fechados, sendo que cada área é pintada de uma cor e possibilitam o relevo do esmalte.


Passo a Passo

Material – 3 Vasinhos de cerâmica em biscoito
                Papel Vegetal
                Papel Carbono
                Pinceis de vários tamanhos
                Fita adesiva
                Potes para preparar as tintas
                Lapizeira com grafite HB n-9
                Verniz a base de água
                Esmalte em pó nas cores – branco, amarelo,vermelho e preto.
                Pano limpo e úmido


PREPARO DAS TINTAS – Misture uma parte do pó com a mesma quantidade de água.

DICAS – Antes de iniciar a pintura, lave bem as mãos, para que não haja vestígio de creme ou gordura.
Ao pintar a cerâmica, o pincel não pode encostar na superfície da peça, devendo funcionar como transportador da gota de tinta para dentro do espaço a se preenchido.Molhe diversas vezes o pincel na tinta, para que fique bem carregado.
Se, ao pintar, uma gota cair fora da área delimitada, deixe secar e com um palito de dentes, raspe a tinta. Reforce o traço com a lapiseira, tomando cuidado para não deixá-lo grosso ou duplo.

1 – Limpe a peça com um pano úmido para retirar o pó. Com a fita adesiva, fixe o papel carbono e o risco e transfira com auxílio da lapiseira.


2 – Com a lapiseira, passe novamente o grafite sobre o motivo, pois ele segura a tinta para que ela não escorra.Contorne também a borda do vaso.


3 – Trabalhando com o pincel número 10, aplique 4 demãos de tinta cor vermelha. Sendo à base a água, a peça retém umidade e , por isso, é preciso aguardar cerca de 6 horas de secagem antes de pintar o lado do vaso.


4 – Com a esponja, limpe a margem da borda do vaso. Passe a esponja levemente e, com a lapiseira, contorne a borda.


5 – Com o pincel número 8 e o tom branco pinte o corpo da galinha.Com a cor vermelha, a bola ao redor da galinha. Com a cor amarela o bico e o papo.


6 – Faça pintinhas com a cor vermelha sobre o corpo da galinha.


7- Após a secagem, levar ao forno cerâmico para a queima.


Este tipo de trabalho necessita queima, e atinge em média 980 graus. Cada forno leva um tempo diferente para atingir a temperatura, proporcional ao seu volume e capacidade, em média 8 horas.
Somente deverá ser aberto depois que as peças estiverem completamente frias, levando em torno de 24 horas.

È difícil acertar na primeira vez, é necessário dedicação e muita paciência, pois exige muito treino.
É um trabalho lento e demorado em todas as suas etapas, mas muito apaixonante.

Regina Riedel
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